A edição.

 

 
Com advento da fotografia digital, muitas polêmicas surgiram. Uma que tem grande destaque é a edição da imagem através de um programa. Perdi a conta de quantas vezes ouvi perguntas como: “A foto já sai assim da câmera? Você não acha que perde o valor depois de editar? Ah, com Photoshop todo mundo pode ser um bom fotógrafo, não ser?”. A resposta para todas elas é NÃO!
 
Quando iniciei na Fotografia, levei cerca de dois anos para ceder à tentação do digital. Tive o prazer de dedicar muitos e muitos rolos de filme a erros e acertos, mas principalmente à experimentação. Partindo disso, o que vou dizer agora será uma surpresa a muitos que já começaram direto no mundo digital e não chegaram a fazer um estudo mais profundo sobre as bases da película: Muito antes da fotografia digital e dos programas de edição, a manipulação já existia. Isso mesmo! A edição não é uma novidade trazida pelos pixelslayers jpeg ou raw. Ela existe, praticamente, desde o surgimento da fotografia.
 
A maioria dos grandes mestres da fotografia como Cartier-Bresson, Sebastião SalgadoPierre Verger James Nachtwey tiveram bons laboratoristas. O que a maioria dos leigos não sabe é que o trabalho no laboratório não se resume a uma série de submersões da película/papel em produtos químicos, mas sim a uma verdadeira arte de trabalhar a luz de pós-produção. É possível destacar detalhes pela manipulação das altas-luzes ou escuros, tal qual às ferramentas dos editores mais populares; alterar corte, inserir vinhetas… Enfim, existe uma infinidade de possibilidades! O que os editores possuem, hoje, nada mais é que uma adaptação e extensão dos velhos “macetes” já batidos.
 
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Fotografia de: © Dennis Stock
 
Então por que toda essa polêmica com a edição de imagens quando o assunto é digital? Provavelmente, porque o julgamento é feito pelo excesso. Muitos fotógrafos iniciantes – e mesmo alguns profissionais de carreira – “pesam a mão” na hora da pós-produção. É fato que a facilidade dos softwares criou um segmento de fotógrafos preguiçosos, que muitas vezes deixam de usar pequenos truques ou mesmo bom senso por preguiça, já esperando corrigir noPhotoshop. O que precisa ser esclarecido é que há casos e casos. 
 
Independente da edição, toda fotografia é uma interpretação. A escolha do enquadramento, perspectiva e corte é a primeira contextualização semiótica, determinada antes do clique. Escolher a abertura e velocidade também são, evidentemente, interpretações de uma cena, um momento.
 
A fotografia é objeto estático, portanto um recorte do tempo/espaço e jamais poderá ser observado como real, mas como uma porção objetiva retirada de um momento com subjetividades particulares. Pensando por essa ótica, a escolha das definições mecânicas da câmera é uma intervenção. O fotógrafo visualiza, antes mesmo que a imagem concreta exista, a estética aparente que ela terá. A partir disso, quando a imagem está armazenada, o fotógrafo a leva para a edição e optará por realçar características já evidentes, aproximando a imagem do real experimentado pelo autor, ou uma alteração que conduzirá a imagem a um “real imaginado”: Uma cena em preto e branco, fenômeno inexistente no mundo concreto; cores supersaturadas; luzes inseridas ou retiradas no ato da edição. Tudo são interpretações carregadas da identidade do fotógrafo. Não é simplesmente uma cena que vemos ao olhar uma foto, mas toda a experiência sensível do autor, suas impressões e interpretação/expressão artística da cena.
 
Precisamos estabelecer uma diferença entre Tratamento e Edição. Os dois termos se referem às interpretações da imagem e a diferenciação é exclusivamente para fins didáticos:
 
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Fotografias de: © Leandro Neves
 
Tratamento: destaque, realce de características já existentes na imagem e verificáveis antes mesmo da pós-produção.
 
Edição: alteração de cores e tons, inserção de luzes e elementos inexistentes na cena original.
 
Não seria errado dizer que o tratamento é uma “edição mais leve”; não há alterações muito graves na imagem original, apenas um melhor aproveitamento de qualidades perceptíveis da imagem. Na edição, essas características sofrem um destaque drástico ou mesmo uma alteração visual bem evidente, como a alteração de uma cor, a retirada/inserção de elementos na imagem, seja para fins estéticos, seja para fins profissionais ou publicitários.
 
Devemos lembrar que todo arquivo de saída em jpeg já possui uma interpretação automática feita pela câmera no momento do clique. A pós-produção de um arquivo em RAW (arquivo de saída sem alterações) seria uma aproximação da realidade capturada mais eficiente, visto que seria feita pelo indivíduo humano e não pela máquina. 
 
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Fotografia de: © Leandro Neves
 
Não vejo problemas na edição de uma foto. Aliás, acredito que a pós-produção é um elemento obrigatório se levarmos em conta que a câmera possui limitações mecânicas e é uma ferramenta-meio para um fim, que é a imagem e todas as subjetividades que a compõem. Se imaginarmos um pintor, que usa apenas tinta e pincel, sem a mistura de cores para atingir o tom desejado, sem uso de suas mãos e outras ferramentas para conseguir a textura de sua obra.
 
Já é tempo, então, de deixarmos de lado o tabu purista. Se recusar à edição ou julgar pelo uso dela é tentar limitar a arte, o olho de quem apertou um botão apenas para possibilitar um objetivo maior: registrar uma cena que seria vista por outros olhos através dos seus, levando sua identidade em cada cor, luz, sombra e corte ali existentes.


 
Artigo de:

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Regis Falcão é fotojornalista atuando como repórter fotográfico na Coordenadoria de Comunicação do Governo do Piauí e freelancer para diversos impressos nacionais e internacionais. 

Para ser criativo

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A curiosidade é um “estado de espírito” que já deve ter matado muitos gatos por aí, mas, felizmente, o meu parece ter sete vidas ou mais. Só pra exemplificar, de tão curioso que sou, contabilizei mais de 200 endereços online, entre sites e blogs, salvos em meus favoritos. 
 
O auge disso foi quando eu estava começando a aprender sobre fotografia, época em que qualquer informação era transformada em cliques. Fazia do Google e dos hiperlinks nos sites os meus melhores amigos para descobrir novas fontes de informação. Vez ou outra, me pegava perdido com tantas janelas abertas no navegador, tamanha era a minha vontade de aprender e tantos eram bons os sites que encontrava nessa minha busca quase desenfreada.  
 
Eu queria ficar por dentro desse fascinante novo mundo que se abria diante de mim. Busquei aprender novas técnicas, ler histórias de outros fotógrafos, ver os bastidores de um sessão para saber como fizeram aquele tal esquema de luz ou como se dirige uma modelo. Queria viver fotografia! Sim, viver fotografia, e não simplesmente “viver da fotografia“, fazer dinheiro. Sentia a necessidade em não me limitar em aprender apenas a operar corretamente os botões de minha câmera, visto que eu cursava publicidade e sabia que toda boa produção ia além do limiar técnico-chato. Precisava me inspirar, afinar a minha sensibilidade para ser o mais criativo possível, buscando formas para aplicar minhas ideias.
 
Apesar de estar limitado em equipamento e conhecimento, nada disso me impediu de ser ou tentar ser criativo, pois sempre tive claro em minha mente o que queria fotografar. Entre erros e acertos, já usei pilhas de livros para apoiar a câmera e ficar sem respirar por alguns segundos para fazer autorretrato, porque não era possível fazer imagens nítidas com ISO alto; luminárias das mais diversas já foram fontes principais de luz, tanto que já passei uma tarde inteira tentando fazer fotos de pequenos bonecos em cima de uma criado-mudo revestido com um pano preto e a luz era unicamente de um abajur. Fiz muitas coisas de gosto duvidoso, mas também tenho algumas belas fotos da época, unicamente por deixar minha curiosidade ser um bicho solto.
 
O que quero dizer com tudo isso? Seja curioso se quiser ser criativo! Essa é a única saída para irmos além da mediocridade e conseguirmos o nosso tão sonhado “estilo fotográfico”. Milhões de pessoas fotografam coisas parecidas todos os dias. É tão verdade que, se eu trocasse os nomes dos autores de algumas fotos, ninguém repararia.
 
Por Goldem Fonseca 

Dicas para continuar apaixonado por fotografia

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A fotografia é uma coisa apaixonante e que exige do fotógrafo esse sentimento de paixão intensa todos os dias. Sem paixão, qualquer coisa se torna monótona e sem vida. Na correria da vida de um fotógrafo, ele é exposto há diversas situações, e muitas delas negativas. 
 
Resolvi montar um post com dicas para se “curar” desse momento difícil. As dez dicas são para manter um relacionamento saudável com a fotografia e, assim, continuar apaixonado por ela todos os dias e, quem sabe, pelo resto da sua vida como fotógrafo.  
Muitas situações podem levar o fotógrafo a um estado extremo de estresse e o levará a uma crise; seja o estresse com clientes, preocupações financeiras e até mesmo o excesso de trabalho. Trabalhar muito é bom, mas trabalhar demais e sob pressão não faz bem para ninguém. Seja qual for o tipo de crise que um fotógrafo viver, sempre será negativo para o seu trabalho, já que ele precisa estar bem consigo mesmo e com sua fotografia.
 
Simplesmente observe: Deixe a câmera de lado e apenas preste atenção nos detalhes das coisas ao seu redor. Além de ser um ótimo exercício para desenvolver o olhar, a observação pode ser grande aliada para renovar o espírito apaixonado pela fotografia. Fotografe com a imaginação!
 
Assista a bons filmes: O cinema é arte que abraça todas as outras. É inevitável não relacionar cinema com a fotografia. A relação que existe entre as duas mistura dois elementos: a imaginação e o real. Por isso, para os fotógrafos que estejam com o olhar cansado e uma imaginação gasta de tantos cliques, o legal é refrescar os ânimos assistindo a bons filmes. 
 
Visite exposições de arte: Aos que tem a oportunidade de visitar exposições de arte, não pense duas vezes em ir. Entre em contato com as outras artes, abra sua mente e se inspire em novos conceitos e ideias.
 
Fuja da rotina: Rotina não é bom para nenhum profissional. São normalmente cansativas, estressantes e acabam com qualquer prazer que o trabalho pode trazer.
 
Reveja os álbuns antigos da família: Rever os álbuns antigos de família é algo muito fantástico e pode estimular três importantes elementos, que consistem em somar com o fotógrafo. Em primeiro lugar, a emoção; segundo, a memória; e terceiro, não menos importante, o despertar da imaginação.
 
Fotografe coisas simples: É fotografando assuntos clichês que você pratica seu olhar criativo.
 
Comece projetos pessoais: O segredo para manter o amor pela fotografia é sempre fotografar para você e por você. Coloque ideias no papel e comece com projetos pessoais, onde o seu “eu” está em evidência. E é nos projetos pessoais que você faz o seu melhor. Então, se você tiver uma ideia, coloque-a em prática! 
 
Conheça novos lugares: O bom é conhecer lugares novos. Detalhe: às vezes, os lugares novos não estão em outras cidades, outros estados ou ainda em outros países. Você já conhece todos os cantos da sua cidade? Pois bem, conheça a sua cidade, explore e descubra os lugares que você ainda não conhece. 
 
Não estude somente fotografia: Um fotógrafo deve estar sempre reciclando seu conhecimento. Mas você não deve limitar seus estudos somente a assuntos relacionados diretamente com a fotografia. Estude a história da arte, a vida de grandes pintores, aprenda sobre design… Enfim, vale muito um profissional que sabe um pouco de tudo! 
 
Desconecte-se do mundo virtual: Para finalizar, vamos nos desconectar do mundo virtual! Em meio a tantas informações que a internet oferece, é muito comum embaralharmos tudo e, com isso, a nossa criatividade vai embora. A vida virtual é importante para estabelecer relações entre clientes e outros fotógrafos, mas pode ser também muito prejudicial. É bom se desconectar um pouco e aproveitar esse tempo em off-line para fazer todas as coisas que foram citadas acima.
 
Você não pode deixar sua paixão pela fotografia morrer. Lembre-se do tempo em que você era amador, que estava começando e tudo era tão mágico. Fotografar é uma verdadeira arte e te encantava!  
 
 
(Via Fotografe uma ideia) 

Dicas para melhorar como fotógrafo

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Aqui estão algumas dicas essenciais a qualquer fotógrafo ou aspirante a essa linda profissão, que é também um hobbie para muitos. Quando for fotografar, faça um clique consciente! Pense sobre seu amor pela fotografia, sobre composição, equipamento e sobre qualquer outro aspecto que possa interferir na imagem que será criada. Vamos às dicas? 

 Amor: A fotografia (enquanto hobbie ou profissão) é, sobretudo, uma prática de amor. Portanto, quem não ama fotografar apenas usa a fotografia para seus benefícios, sem experimentar o prazer de criar.

Lembretes: Faça lembretes escritos de suas fotometrias e configurações. Por exemplo: “No dia tal, numa época de verão em algum lugar, eu fotografei a f/8 com velocidade de 1/125s às 16 horas”. Se algum dia você precisar fazer fotos em condições parecidas, já terá uma “colinha” a recorrer, somente um parâmetro.

Equipamento: Leve sua câmera para qualquer lugar, seja uma compacta, uma DSLR ou uma analógica. As oportunidades são únicas e você não precisará dizer “Ah, como eu gostaria de estar com minha câmera aqui, agora.“.

Prática: Não fique desanimado quando uma imagem não sair como você planejou. Respire fundo e tente uma nova configuração. A prática é tudo!

Iluminação: Controlar a iluminação é essencial! Uma boa fotografia é aquela bem iluminada, com os ajustes e exposição ideais. Mude as fontes de luz de local (ou mexa no assunto, em casos de luz natural), teste diferentes modificadores e veja se um resultado te agrada mais que outro.

Pergunte “por que”: Por que eu quero fotografar isso? A pergunta é simples, mas você deve pensar consciente sobre o que te interessa. Sem isso, você terá seu cartão de memória cheio de nada.

– Aproxime-se: Nem sempre use o zoom. Se você puder caminhar até o objeto a ser fotografado e preencher o quadro de sua câmera, isso fará com eu suas imagens ganhem vida. Retratistas são especialistas nesse assunto. 

Compartilhe: Aprenda a compartilhar! Envie suas fotos para o FlickrFacebook ou Tumblr. Peça opiniões a pessoas quem entendem do assunto e que podem dar críticas construtivas a seu trabalho.

– Composição: Siga algumas regras de composição como a regra dos terços, procure a simetria, sentido de leitura de imagem, entenda sobre planos fechados e planos abertos. Depois de compreender e dominar essas regras, quebre-as de maneira consciente.

– Aprender: Nem todos os fotógrafos mais experientes sabem tudo sobre fotografia. Há sempre uma necessidade constante de reciclagem, de um novo aprendizado diário, novos olhares, novas perspectivas. Leia o manual de sua câmera antes de usá-la e estude muito. Reserve, no mínimo, 1 hora diária para estudo da fotografia. Leia revistas, sites, livros sobre arte; assista a filmes e documentários; e fotografe!

 

Boas fotos 😉

 

(via Atelliê Fotografia) 

O segredo na famosa fotografia da menina afegã

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Existem algumas fotografias que se tornaram ícones da humanidade. E comumente são conhecidas não apenas por aqueles que se dedicam ao estudo e prática fotográfica. Mas alcançaram um nível de senso comum das visibilidades que nos cercam. Seja pelo jornalismo, televisão, revistas, e até mesmo pelo imenso arquivo de informações visuais que a internet propicia. Onde as imagens se ligam continuamente a nossa rotina, trazendo consigo uma rede significados.
Quando fazemos uma foto, ao olharmos por intermédio de uma máquina em um pequeno buraco, fazemos um recorte do que vemos. É instituído um enquadramento, que emoldura e cria um vácuo de luz, que aprisiona a imagem. E assim como o foco trabalha com uma lógica de exclusão ao eleger um ponto de fixação sempre seletivo da percepção visual, o ato do clique, que gera a fotografia exclui uma infinidade de outras imagens, que se escondem para além da luz que lançamos ao objeto, que ao vir a ser fotografado, se materializa em imagem.
Portanto podemos afirmar que em meio à experiência fotográfica inevitavelmente imagens escondem outras imagens. Fotografias sempre escondem histórias por trás do que mostram. E nessa perspectiva que trago o famoso retrato e mundialmente conhecido da menina afegã fotografada por Steve McCurry, em 1984 em um campo de refugiados.
Os olhos verdes alarmados e penetrantes. Uma alusão ao que fez desta, uma grande imagem em circulação no mundo, o retrato dramático das vivências de um povo massacrado fisicamente e psicologicamente pelo efeito da guerra. Mas por trás dessa coletividade representada, existia uma menina. A menina que emprestou sua voz as lentes de Steve. Existia uma história interdita, que se proibia à medida que levava para os futuros espectadores do retrato, possíveis decifrações do que viam.
Segredo. Talvez seja está à palavra que acompanha algumas fotografias. É justamente isso o que sempre me atraiu no retrato da menina afegã. Era como se ela quisesse com os olhos me contar um segredo. Não o segredo de um povo, de uma guerra, de um massacre, o que é popularmente conhecido; mas algo mais íntimo, profundo e interno. O segredo de uma singularidade.
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Dezessete anos depois, uma equipe da National Geographic Television & Film, acompanhada do fotógrafo, realizou uma expedição pelo Paquistão para tentar localizar a menina. E eles a encontraram. Descobriu-se seu nome, Sharbat Gula, que era agora casada, sofrida, e ainda refugiada. Ao recriarem a imagem usando o mesmo enquadramento e ângulo desvelaram as marcas de um envelhecimento precoce devida as circunstâncias desoladoras de sua vida. Mas os olhos de Sharbat ainda estavam lá, gritando um segredo…
( Via Fotografe uma Ideia)

Revistas online sobre fotografia

 

Levantei a bandeira de que a melhor maneira de aprender a fotografar é praticar. No entanto, toda prática precisa de uma base fundada no conhecimento, na pesquisa e no estudo; sem isso, é quase impossível conseguir bons resultados. Depois das úteis dicas de blogs com conteúdo sobre fotografia que o Henrique disponibilizou pouco tempo atrás, vim apresentar algumas revistas online para fotógrafos. 

 

 ImageO destaque neste post fica por conta de duas ótimas revistas nacionais: a OLD e a Foto Grafia. É muito bacana ver o Brasil produzindo um conteúdo de ótima qualidade sobre fotografia! Confira as dicas e boa leitura!

 

(Via Fotografe uma ideia)

A fotografia é um conjunto

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A fotografia existe, primeiramente, no consciente do fotógrafo. Só depois, por meio da câmera fotográfica, é possível tornar real aquilo que foi imaginado.
 
Quando um fotógrafo deixa de se importar apenas com o equipamento e com outras questões puramente técnicas, seu trabalho ganha significado, tornando-se parte de um conjunto completo, que envolve técnica, sensibilidade, intuição e linguagem narrativa. Esses fatores influenciam nas três etapas da construção de uma fotografia: o antes, durante e depois.
 
Tentando se importar mais com a teoria, o fotógrafo entra num universo de criação em que é preciso se deixar influenciar por referências culturais, conhecimentos sobre os mais diversos assuntos, paixões e principalmente por experiências de vida. É nessas particularidades que cada fotógrafo tem a possibilidade de se criar sua personalidade. Nesse ponto, se encaixa perfeitamente uma frase de Claudio Edinger, para revista Digital Photographer, edição 19:
 
“Pesquisa é fundamental. É preciso ler muito – todos os grandes escritores, todos os grandes poetas. Fotografia é poesia líquida. Existe uma relação absolutamente estreita entre a literatura e fotografia. É preciso conhecer o trabalho de todos os pintores, das escolas de pintura e escultura. É preciso saber tudo sobre a história da fotografia, tudo que já foi feito. É preciso estudar os grandes pensadores e o que dizem sobre a fotografia: Susan Sontag, Roland Barthes, Walter Benjamin, entre outros.”
 
Tudo o que pudermos somar para melhorar nossa fotografia é válido. Vale lembrar: referências e inspirações são uma coisa, copiar uma ideia é completamente diferente e desonesto. Fotografar é expressar nossa visão sobre o mundo, nossa maneira de pensar. E mesmo que pareça, ninguém é igual a ninguém. 
 
Na tentativa de apresentar alguma ideia nova, totalmente original, ao espectador, é muito comum cometermos erros. A busca pela originalidade exige habilidade, conhecimento, boas razões para fugir do convencional e, claro, uma execução perfeita para que o resultado final não pareça apenas uma tentativa de ser diferente. É preciso entender que a fotografia, em si, é um processo puramente técnico; o diferencial do fotógrafo está na capacidade de criar um conceito do seu potencial cultural. Imaginar, criar, fotografar… Buscar sempre o melhor.
 
( Via: Fotografe uma ideia )